domingo, 25 de março de 2018
segunda-feira, 19 de março de 2018
Pai
Acordei a pensar em ti.
Foram muitos dias
Que acordaste a pensar em nós.
Não quero esquecer-te.
Agora só poderei recordar-te.
E haverei de lembrar-me
Do tempo que tu foste a força e a voz
Que nos reunia à mesa ou no campo,
Na Escola, na Igreja ou festa do Santo.
Assim aprendemos o valor da família,
A partilha do pão e das lágrimas com dor.
Haverei de lembrar-me
Do teu rosto cansado,
Do teu olhar vivo e atento,
Onde nos sentíamos amados
E onde encontrávamos alento.
Haverei de lembrar-me
Hoje e sempre dos dias passados.
Leiria, 19/03/2018
Luís Coelho
Guerrilheiro Poema de Luiz Gonzaga Rodrigues
Amanhecer de ódio:
Tiros,
Granadas,
Rajadas
De desespero.
Amigos esfacelados;
Sangue… quente;
Cerrar de dentes;
Corpo suado;
Pés em sangue,
Carne viva;
Garganta em fogo.
Trilhos suspeitos:
Rastejar,
Reptar,
Passos abafados…
Mata sombria:
Olhar de fera,
Desconfiado…
Noite na floresta:
Silêncio macabro;
Rios gelados;
Angústia de hienas;
Sombras assassinas;
Pesadelos…
Gotas de orvalho,
Sonhos belos:
Esperança
De não morrer,
Viver,
Vencer.
- Ele era homem
Pacífico
E era livre!...
LIZAGA
Algures em Moçambique (Estima – Tete) 1971
Homenagem aos guerrilheiros
da Frelimo abatidos em operação militar a norte de Cabora Bassa por grupo da
29ª Companhia de Comandos.
Remetido a amigo que o fez
publicar, por essa altura, na página literária da “Voz do Domingo”, jornal
regional de Leiria, sem objecções da censura …escapou!
A mãe, suspeitando da autoria, guardou recorte do jornal que me ofereceu há um mês.
sábado, 6 de janeiro de 2018
Hoje recebi este poema do meu amigo Sol e surgiu-me uma simples resposta.
Espero que a mensagem chegue a todos com muita amizade.
Sol
No tempo, os Reis vão reinar,
Vão dar-te o tempo que existe.
E mais te vão ensinar
A que deixes de estar triste.
Abraço
SOL
Luis Coelho
Espero que a mensagem chegue a todos com muita amizade.
Sol
No tempo, os Reis vão reinar,
Vão dar-te o tempo que existe.
E mais te vão ensinar
A que deixes de estar triste.
Abraço
SOL
Luis Coelho
Dia de Reis a terminar,
Muitos sonhos vão continuar.
Obrigado pelo poema,
Linda mensagem para pensar.
Os Reis vieram de muito longe
Guiados por uma Estrela
E parados junto ao Presépio
Viram uma Luz ainda mais bela.
Jesus o Rei dos Reis,
O Senhor Deus que nos veio salvar.
Abraço
Zito Coelho
domingo, 13 de agosto de 2017
Quando te conheci
Quando te conheci
As rosas floriram,
Os pássaros cantaram,
Novos horizontes se abriram
E nossos olhares de esperança
Só de amor e carinho sorriram.
Nossos passos ficaram ali,
Os ventos nos aconchegaram
E longe ficaram os caminhos,
As ruas e encruzilhadas,
Olhares que nunca mais vi.
Foi amor que bebemos
Nas palavras que não dissemos,
Foi o perfume das rosas
E de todas as outras flores
Foram melodias que nos alimentaram.
Depois a vida nos torce o destino,
Tu segues na vida o teu caminho
E eu, mais triste, fico sozinho.
Agosto/2017
Luíscoelho
sexta-feira, 21 de julho de 2017
O teu rosto na areia
Olhei a praia deserta
E recordei onde antes passeavas.
Os passos não eram largos,
Eram o tempo que me davas.
Ao som do mar escrevi
O calor do teu olhar
E aquele amor, já frio, que querias partilhar.
Foram tantas incertezas desse nosso caminhar.
Vi o teu sorriso fresco
Naquele mar onde nunca tinha ido
Fiquei ausente no tempo
Talvez me tivesse perdido.
Amei sem saber desse amor
Caminhos feitos de vento
Desejos que nos fazem dor
Viver que não faz sentido.
Gravei os traços do teu rosto
Naquela areia dourada,
Eram belos e suaves, como nunca imaginei.
No teu corpo havia luz,
Momentos que muito amei,
Mas foram apenas alguns segundos
E de amor não teve nada.
As lágrimas correram apressadamente
Numa aragem fria de nortada
luíscoelho
Julho/2017
sábado, 8 de julho de 2017
Porque me foges?
Porque me foges

Procurei-te perdidamente na brisa do mar.
Subi as rochas geladas, vi-te na noite,
Divertias-te como quem vive a vegetar,
E cantavas como quem fala doces melodias.
Tinhas a voz embriagada pela multidão
E vives, mas não sabes nem sentes o amor
Que me mata e tortura tão profundamente.
Dor cega com desprezo, só de ti ausente.
Perdi-me a procurar-te no movimento dos corpos
Nas ruas coloridas, despidas de convenções errantes.
Perdi-me nos sons que cresciam nos bares
Gritos vividos no calor de amores e de amantes
Cheiros da maresia que subia a cada instante.
Passei pelas vielas e muitos becos sem saída
Olhei para lá do que era sombra ou tinha vida
Mas terminei o meu regresso no início da partida.
Julho/2017
Luíscoelho
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