domingo, 16 de outubro de 2016

Mãe - 66 Parabéns



A vida dá muitas voltas
E muitas já ela deu,
Desejamos que rode sempre
Como as estrelas do Céu,
E que cada aniversário
Seja um presente de Deus.
Parabéns, felicidades
Não é tudo o que queremos
Pois desejamos muito amor,
Com pão, saúde e alegria,
E que cada despertar
Seja um viver nesta harmonia.
luíscoelho
15/Outubro/2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A minha dor



Esta noite foi mais fria,
Foi mais dura e insegura.
Levou-me as magras esperanças
Daquilo que eu mais queria,
Gelou-me a alma de dores,
Encheu-me de grande agonia.

O vento norte me despiu
De ti que eu tanto amava, 
Dos sorrisos que te dava.
Desamor e mal amados 
Foram destinos trocados
Que de nada nos serviu.

A chuva fez-me agasalho
Da noite que se fazia.
Roupas finas e macias, 
Mortalhas que já vestiram 
Os que nesta vida sentiram
O amor feito em retalhos.
luiscoelho
13/Outubro/2016


sábado, 1 de outubro de 2016

Pai


Pai 

Desenhei o silêncio do teu rosto
Palavras nunca ditas nos teus olhos
Tempo que juntos construímos  
Dias férteis de ledos desenganos
Grandes sonhos de que nunca desistimos.

Desenhei o silêncio do teu rosto
Sorrisos tracejados pelos anos
Estradas longas por onde caminhamos
Nervuras onde o tempo já fez danos
Distâncias onde sempre nos ligamos.

Desenhei o silêncio do teu rosto
Nas palavras escritas no meu ser
Aquelas que guardo e dou valor
Ser Pai é um ser grande com amor
E vivendo se transforma em criador.
Luíscoelho


Pai - Senti saudade e quis recordar-te
Poema de 2014 - agora reeditado

domingo, 18 de setembro de 2016

A ti Albertina

Resultado de imagem para fotos flores
(foto google)

A ti Albertina adoeceu nestes últimos dias. Problemas respiratórios e outras sequelas que a medicina não conseguiu reparar.
Estava revoltada. Queria a cura dos seus problemas de saúde. Queria ainda animar-se daquela força com que sempre viveu e lutou, mas os seus dias estavam contados no Grande Livro da vida. Tinha 89 anos.
Recebemos a notícia com pesar.
Juntámos as mãos numa prece simples. Pedimos a Deus que lhe conceda a Paz.
A vida não lhe foi fácil, mas nunca desistiu de lutar.
Enquanto pode ajudou os filhos. Guardou os netos e ultimamente o bisneto.
Não se fazia ouvir para ser respeitada. Algumas vezes bastava um olhar e os miúdos paravam de guerrear.
No seu tempo de maior actividade foi vendedora na praça da Praia da Vieira. Alugou uma banca e todos os dias ali estava com os produtos da sua agricultura expostos para venda.
Batata, couve, feijão verde e seco, cenouras e algumas cabeças de galinhas ou coelhos que criava no pátio da sua habitação.
Tinha pesa à cintura uma bolsa arredondada com dois compartimentos - um para as notas de papel e outro para as moedas.
Alguns dias, a neta mais velha, pedia-lhe emprestada aquela bolsa com algumas moedas e fazia o jogo da avó. Vendia e recebia o pagamento. A Avó Tina gostava de ouvir a neta a fazer contas de somar ou de subtrair como se fosse ela a vendedora.
As horas corriam e a menina brincava Não lhe dando preocupações.
- Olha menina, dizia-lhe, não me percas essas moedas que me fazem falta e ainda porque dizem que algumas moedas na carteira dão sorte. 
A vida continua.
Nós ficamos com a frase que lhe ouvímos algumas vezes:
- Os velhos vão partindo para dar lugar aos novos.

domingo, 11 de setembro de 2016

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Doem-me as palavras

domingo, 6 de março de 2011


Doem-me as palavras

Doem-me as palavras que não disse
As que guardei apenas para mim,
As que adormeci no calor do peito,
Embrulhando-as num sono sem fim,
Procurando que jamais alguém as visse.

Doem-me as palavras que guardei
Querendo que elas nunca te despissem,
Calei-as no silêncio, mas mesmo assim 
Tive medo que ferido elas saíssem
E te ferissem ainda mais do que pensei

Recordo as outras que te disse
Quando me davas os teus braços
E me adormecias no calor do regaço
Revivo em cada dia aqueles traços
Como se ainda hoje ainda os sentisse.

Amordaço as saudades na garganta
Tenho medo de soltá-las  magoadas
Prefiro tê-las frescas na lembrança
Do que soltas sejam garras afiadas
Esquecendo tanto amor e esperança.
Luíscoelho

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Amor



Amor
Escondo de ti o olhar
Não quero que me vejas chorar.
Esconderei  a dor e o amor
Que um dia quisemos trocar.
Escondo de ti as palavras
Escritas mas nunca usadas.
Esconderei os sonhos reais
Na promessa de sermos leais.
Escondo de ti o que sou
Se fiz bem ou para onde vou.
É melhor que sofra sozinho
Que morrer sem o teu carinho.
luíscoelho
Julho,2016,08