sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quando me esqueces



Quando me esqueces
Já não me mereces
Neste grande amor
Que vivo por ti, mas tu desconheces.
Toda esta vida tem outro valor
Mas tu, nem do meu sofrer já te compadeces.

Quando me esqueces
Já me arrefeces
O nosso olhar se torna fogo frio,
E nos meus sonhos já não te aqueces
Nem as roupas quentes que alguém te despiu.
Não, não viverei o que me ofereces.

Quando me esqueces
De dor me enlouqueces,
Mas também recebes
A parte que mereces.

Fevereiro – 2017
Luíscoelho

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Obrigado pelo abraço

Obrigado pelo abraço
Temas que nos varrem de emoções. Os dias passam, os sonhos voam,
Mas só o amor nos enche os corações. Obrigado pelo abraço
Que as flores guardam silenciosamente,
Perfumes que o vento transporta
E nos oferece ardilosamente
Quando cansado se vem deitar à nossa porta.
Obrigado pelo abraço
Desse amor que para mim não teve espaço,
Dessa vida agitada e sem guarida,
Tanta dor que trago em mim e me arrasta,
Tanto tempo que lamento não ter vida.
Obrigado pelo abraço
Que foi regaço onde dormi e descansei
Que foi sonho onde vivi e muito amei
Obrigado pelo abraço que me deste e eu te dei . luíscoelho - 2016/11/29

sábado, 5 de novembro de 2016

Beijos de madrugada



A noite voou-me das mãos
E abriu as portas da luz
Foi uma bênção de Deus
Que os nossos passos conduz.
E se partiu lentamente 
Sem nunca dizer adeus
Chegou a luz de mansinho
Pintando as cores da razão.

Depois que de mim partiste 
A noite ficou mais vazia.
Fizeram-se silêncios tristes
Que a dor do amor me fazia.
Se amar é este viver e sentir, 
Uma roda onde tudo se escreve,
Uma viagem sem ir nem vir
Também é sofrer como nunca viste.

A noite partiu sem me devolver
O perfume que trazias no olhar, 
O som dos teus beijos perdidos,
E até o amor que me fizeste jurar.
A madrugada que de luz me sobrou
Deu-me forças para não te temer, 
O nosso amor, já frio, terminou
E não terá força para renascer.

luícoelho
05/Nov/2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O mar

Hoje fui ver o mar
Vi as suas danças,
Mudanças e correntes
Que as rochas vinham beijar.
Parei e desejei seguir os seus passos
Momentos que nos fazem ausentes 
Das coisas que desejamos sonhar.

Demos as mãos 
Trocámos emoções. 
Vimos e ouvimos os segredos do mar
Que em seus movimentos nos deu lições
Que iremos guardar.
Oceano profundo
Crescendo ao segundo sem nunca parar.

E agora que o sono está a chamar 
E já canta baixinho para não despertar,
Vou dizer boa noite, 
Vou adormecer e nas tuas ondas me vou embalar.
luíscoelho
01/Nov/2016

domingo, 30 de outubro de 2016

Era belo o teu amor


(foto do blogue - Lamentos da Alma)

Amanheceste-me de raios de luz,
Esperanças douradas de amor.
Acreditei que o Sol não morria 
E que a todos oferecia o seu calor
E aquela vida que em mim corria.

Acreditei nessa luz que me varria
E meus olhos recheou do teu amor.
Fui louco por acreditar e te amar
Quando apenas as tuas sobras me oferecias 
E no cansaço do trabalho me esquecias.

E os dias terminavam em silencio 
Nesta dor que sendo grande eu reprimia.
Era o meu jeito de no meu peito te guardar
Eram os teus sorrisos que me faziam navegar
E acreditar que com o teu amor eu não morria.

E sem querer me arrepiei deste viver
Se a ti me dou como sei e como sou 
Podes saber que não te quero por vaidade
E por favor jamais te quero ter
Renunciando à minha própria felicidade.
Luiscoelho
30/Out/2016 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A noite é minha amante



A noite estendeu-me os braços,
Quis ser minha amante neste tempo,
Aconchegou-me ao peito escuro
E eu deixei-me adormecer neste alento. 
Era bom aquele abraço embora duro
E com tanto amor deixei de ter sentimento.

As noites assim dormidas são mais longas, 
Semeiam-nos de sonhos onde navegamos,
Cruzamos oceanos, vencemos tempestades 
Vivemos outros mundos onde não estamos
E até saboreamos outras coisas e vontades
Mais cruas que estas com que sonhamos.

Os braços desta noite eram longos e eram frios
Até no calor do peito se soltavam arrepios. 
Quando quis soltar-me desta força já não podia, 
Nem sei se não tinha forças ou se não queria, 
E assim se alongou sem ver a minha dor
Que me vestiu de amargas ilusões sem outra cor.
luíscoelho
27/Out/2016

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Dentro de mim




Dentro de mim corre um rio,
Um rio que me leva ao mar,
Um rio que me beijou a correr
Nas águas que eu não quis travar
Um rio de grandes correntes
Que nas margens me obrigou a parar.

Dentro  de mim corre um rio,
Um rio que me divide em dois.
Suas águas descem apressadas,
As correntes se formam depois,
Regressando ainda às nascentes
Onde o amor as faz renovadas.  

Dentro de mim corre um rio
Um rio que se arrasta levemente.
Se navegamos contra a corrente
As forças cedem facilmente
E do amor devoram a semente
E nos separam mui tristemente.
luiscoelho

2016/Out/20