quarta-feira, 25 de abril de 2018

Acordar



Quero a tua amizade,
E o brilho do teu olhar.
Quero a nudez do teu corpo
E a força do teu desejo, 
Quero-te no sabor de cada beijo, 
Quero-te em cada despertar.
Porque assim não sei viver
Não sei pensar nem falar,
Nem tão pouco esquecer 
Os momentos que vivemos
Tecendo o nosso acordar.

zitocoelho
2018-04-26

terça-feira, 10 de abril de 2018

Hoje sinto-me longe





Hoje sinto-te longe, tão longe e distante.
Fogem-me os pensamentos que te desenhavam
E sobram-me as imagens que gravaste em mim.
Percorre-me uma tristeza feita de indiferença 
E de silêncios agudos escritos onde me escondo,
Caminhos desconhecidos onde nada vai avante.

Hoje sinto-me longe, tão longe de mim 
Alimentei-me das tuas palavras que me encantavam
Olhares que me seduziam, aromas que me cegavam.
Saboreei momentos de sonho, banquetes sem fim.
Não vi ou não quis desse amor tão duro rombo
Que me prende e me arrasta sem minha licença.

Hoje sinto-me longe, tão longe de ti. 
Das palavras, promessas, olhares e conversas,
Tantas juras desfeitas e já sobram maleitas 
De um amor que é dor como nunca previ.

Leiria, 10/Abril/2018
Zitocoelho


segunda-feira, 19 de março de 2018



Pai 
Acordei a pensar em ti.
Foram muitos dias 
Que acordaste a pensar em nós.
Não quero esquecer-te.
Agora só poderei recordar-te.
E haverei de lembrar-me
Do tempo que tu foste a força e a voz
Que nos reunia à mesa ou no campo,
Na Escola, na Igreja ou festa do Santo.
Assim aprendemos o valor da família,
A partilha do pão e das lágrimas com dor. 
Haverei de lembrar-me 
Do teu rosto cansado,
Do teu olhar vivo e atento,
Onde nos sentíamos amados 
E onde encontrávamos alento.
Haverei de lembrar-me
Hoje e sempre dos dias passados.

Leiria, 19/03/2018
Luís Coelho

Guerrilheiro Poema de Luiz Gonzaga Rodrigues


Amanhecer de ódio:
Tiros,
Granadas,
Rajadas
De desespero.
Amigos esfacelados;
Sangue… quente;
Cerrar de dentes;
Corpo suado;
Pés em sangue,
Carne viva;
Garganta em fogo.
Trilhos suspeitos:
Rastejar,
Reptar,
Passos abafados…
Mata sombria:
Olhar de fera,
Desconfiado…
Noite na floresta:
Silêncio macabro;
Rios gelados;
Angústia de hienas;
Sombras assassinas;
Pesadelos…
Gotas de orvalho,
Sonhos belos:
Esperança
De não morrer,
Viver,
Vencer.
- Ele era homem
Pacífico
E era livre!...

LIZAGA

Algures em Moçambique (Estima – Tete) 1971

Homenagem aos guerrilheiros da Frelimo abatidos em operação militar a norte de Cabora Bassa por grupo da 29ª Companhia de Comandos.
Remetido a amigo que o fez publicar, por essa altura, na página literária da “Voz do Domingo”, jornal regional de Leiria, sem objecções da censura …escapou!
 A mãe, suspeitando da autoria, guardou  recorte do jornal que me ofereceu há um mês.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Hoje recebi este poema do meu amigo Sol e surgiu-me uma simples resposta.
Espero que a mensagem chegue a todos com muita amizade.


Sol
No tempo, os Reis vão reinar,
Vão dar-te o tempo que existe.
E mais te vão ensinar
A que deixes de estar triste.

Abraço
SOL



Luis Coelho
Dia de Reis a terminar, 
Muitos sonhos vão continuar.
Obrigado pelo poema, 
Linda mensagem para pensar.
Os Reis vieram de muito longe 
Guiados por uma Estrela
E parados junto ao Presépio
Viram uma Luz ainda mais bela.
Jesus o Rei dos Reis, 
O Senhor Deus que nos veio salvar.

Abraço 
Zito Coelho

domingo, 13 de agosto de 2017

Quando te conheci



Quando te conheci
As rosas floriram,
Os pássaros cantaram,
Novos horizontes se abriram
E nossos olhares de esperança
Só de amor e carinho sorriram.
Nossos passos ficaram ali,
Os ventos nos aconchegaram
E longe ficaram os caminhos,
As ruas e encruzilhadas,
Olhares que nunca mais vi.
Foi amor que bebemos
Nas palavras que não dissemos,
Foi o perfume das rosas
E de todas as outras flores  
Foram melodias que nos alimentaram.
Depois a vida nos torce o destino,
Tu segues na vida o teu caminho
E eu, mais triste, fico sozinho.
Agosto/2017
Luíscoelho