terça-feira, 10 de abril de 2018

Hoje sinto-me longe





Hoje sinto-te longe, tão longe e distante.
Fogem-me os pensamentos que te desenhavam
E sobram-me as imagens que gravaste em mim.
Percorre-me uma tristeza feita de indiferença 
E de silêncios agudos escritos onde me escondo,
Caminhos desconhecidos onde nada vai avante.

Hoje sinto-me longe, tão longe de mim 
Alimentei-me das tuas palavras que me encantavam
Olhares que me seduziam, aromas que me cegavam.
Saboreei momentos de sonho, banquetes sem fim.
Não vi ou não quis desse amor tão duro rombo
Que me prende e me arrasta sem minha licença.

Hoje sinto-me longe, tão longe de ti. 
Das palavras, promessas, olhares e conversas,
Tantas juras desfeitas e já sobram maleitas 
De um amor que é dor como nunca previ.

Leiria, 10/Abril/2018
Zitocoelho


9 comentários:

  1. Linda ,inspirada no amor e a saudade e tristeza! abração,linda semana,chica e sempre é bom te ler!

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  2. ~~~
    Encantador, Amigo Luís!

    Um poema de amor muito belo.

    Parabéns.

    As rosas também estão lindas.

    Abraços para toda a família-
    ~~~~

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  3. O que trás a saudade é a ampliação das distâncias, o alongamento do tempo; mas o Amor é sentimento sempre presente.
    Belo Poema, L Coelho.


    Abraço
    SOL

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  4. A perda de um amor, num magnífico poema...
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  5. Há dias em que nos sentimos longe de nós, de tudo e de todos.
    Lindo poema
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  6. Aproxima-te no tempo,
    Pousando num ombro Amigo.
    Encontrarás outro alento
    (É assim que eu consigo)
    Que as mágoas leva-as o vento.



    Abraço
    SOL

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  7. O tempo é uma carruagem a trafegar no espaço do nosso próprio universo e muitas vezes nós nos enfiamos em um carril qualquer sem nos darmos conta da viagem! Só o tempo conserta os desarranjos do amor, pois o amor é o mais sublimes dos sentimentos e quando dele se sofre, ele é parte essencial de nossa vida. Feliz de quem sofre de amor - está amando e só o amor ilumina a vida! Belíssimo o poema postado em que o amor aflora em harpejos efusivos. Grande abraço. Laerte.

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  8. Tantas vezes do longe se faz perto e do perto tão longe!...
    Quando dói a lonjura há que dar a volta por cima.
    Beijinhos

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