domingo, 6 de março de 2011
Doem-me as palavras
Doem-me as palavras que não disse
As que guardei apenas para mim,
As que adormeci no calor do peito,
Embrulhando-as num sono sem fim,
Procurando que jamais alguém as visse.
Doem-me as palavras que guardei
Querendo que elas nunca te despissem,
Calei-as no silêncio, mas mesmo assim
Tive medo que ferido elas saíssem
E te ferissem ainda mais do que pensei
Recordo as outras que te disse
Quando me davas os teus braços
E me adormecias no calor do regaço
Revivo em cada dia aqueles traços
Como se ainda hoje ainda os sentisse.
Amordaço as saudades na garganta
Tenho medo de soltá-las magoadas
Prefiro tê-las frescas na lembrança
Do que soltas sejam garras afiadas
Esquecendo tanto amor e esperança.
Luíscoelho
As que guardei apenas para mim,
As que adormeci no calor do peito,
Embrulhando-as num sono sem fim,
Procurando que jamais alguém as visse.
Doem-me as palavras que guardei
Querendo que elas nunca te despissem,
Calei-as no silêncio, mas mesmo assim
Tive medo que ferido elas saíssem
E te ferissem ainda mais do que pensei
Recordo as outras que te disse
Quando me davas os teus braços
E me adormecias no calor do regaço
Revivo em cada dia aqueles traços
Como se ainda hoje ainda os sentisse.
Amordaço as saudades na garganta
Tenho medo de soltá-las magoadas
Prefiro tê-las frescas na lembrança
Do que soltas sejam garras afiadas
Esquecendo tanto amor e esperança.
Luíscoelho
Relendo alguns dos meus poemas decidi partilhar.
ResponderEliminarFez muito bem, amigo.
EliminarAbraço.
~~~
Bom dia
ResponderEliminarExcelente poema, este! Adorei
Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Vale republicar.Lindo demais! abração,chica
ResponderEliminarLuís meu amigo, mas que maravilha de sentimentos entrelaçados em palavras que guardamos no mais fundo do nosso intimo.
ResponderEliminarAi quantas vezes elas chegam a saltar mas no momento exacto as voltamos a engolir para que jamais vejam a luz do dia, é assim que chegando na hora da partida elas fazem parte da nossa alma, porque as palavras só magoam ou nos acarinham quando soltas e vão parar ao sitio errado.
Tenha um santo e feliz final de semana com beijinhos de luz e paz para todos vós.
Luís por agora só venho deixar o meu beijinho e desejar um bom fim de semana.
ResponderEliminarUm poema com todo o sentimento à flor da pele. A excessiva vertigem das palavras que calamos deixa intacta a dor no coração...
ResponderEliminarBeijos.
Um rendilhado Poético feito de linhas de cores diversas; o todo, é uma Obra que não se pode esquecer.
ResponderEliminarAbraço
SOL
Identificamo-nos com as palavras que não disse, nas que disse,
ResponderEliminarnas que nos diz...
Há muito bom senso em dominar as palavras...
Um poema muito sentido e belo, Luis.
Beijinhos e abraços para si e seus.
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Nostálgico e belo poema.
ResponderEliminarTantas são as palavras que ficam presas na nossa garganta e teimam em não sair.
Beijinhos
Maria
Palavras que as vezes não dizemos, mais continua parada no coração por tempo indeterminado.Um poema muito belo. Que bom que postou novamente.
ResponderEliminarAbraço e ótima semana!
Há palavras, assim,
ResponderEliminarcaladas na memória:
sobem da profundidade
e incendeiam a noite
de brilho, quando tu as dizes,
nos versos do poema.
Abraço
O que mais fica calado, é o silêncio que ribomba pela Alma.
ResponderEliminarAbraço
SOL
Muito bonito Luís. Nostálgico sentido e bonito.
ResponderEliminarUm abraço